A importância da Educação no Brasil

O que realmente move as pessoas a não se conformarem com a “normalidade” das coisas? Como organizar vários movimentos organizados? Definitivamente, muitas questões nos inquietam quando se trata de construir um lugar melhor para se viver. Mas somos nós os(as) responsáveis pela mudança que queremos ver no mundo.

Em tempos de debates e conspirações para a Rio + 20, tomamos como exemplo a Cúpula dos Povos, que se constitui como instrumento alternativo para os mais diversos movimentos ambientalistas e sociais, numa perspectiva de transformar a atual ordem socioeconômica e garantir decisões mais dignas para todo o planeta. E como se faz isso? Com participação política! São essas duas palavras que definem e, muitas vezes, determinam as decisões governamentais em qualquer lugar do mundo.

Na contemporaneidade, é explícito em todos os cantos do mundo a explosão de diversos movimentos sociais com suas bandeiras específicas e que, muitas vezes, dialogam numa única vertente, que é a de promover um outro mundo possível. E não há como falar em movimento sem falar em juventudes. Já proclamava Dom Hélder Câmara que “o segredo para se permanecer jovem é ter uma causa à qual dedicar a vida”. De fato, são as juventudes que têm construído atualmente as novas formas de mobilizar a sociedade, gritar palavras de ordem e declarar com consciência que é preciso cantar a esperança!

 

É cada vez maior o envolvimento de jovens nas lutas sociais, seja por questões de gênero ou de etnias, seja no movimento estudantil ou partidário, seja por questões de orientação sexual ou motivações religiosas. O que percebemos em todos os espaços de discussão política é que os(as) jovens não estão conformados com a situação do país e, de alguma forma, tentam construir alternativas para a superação dos desafios.

Com as redes sociais na internet, jovens estão conectados(as) e se manifestam contra as injustiças, contra a corrupção, contra as violências, contra os desmandos dos governos municipais nas cidades do interior, em favor das greves de trabalhadores(as) e dos direitos da juventude. Estão construindo a consciência de que a mudança se dá aos poucos, de dentro para fora. Primeiro muda-se a mentalidade, depois ela reflete nossas atitudes.

É notório que essa é a era do conhecimento, das informações. Estar por dentro do que acontece exige de nós saberes necessários para uma boa intervenção e, até mesmo, para a construção de alternativas mais justas e conscientes frente às demandas sociais. Vale ressaltar a importância dos espaços de formação política e popular e dos veículos de comunicação que trazem informações comprometidas com as causas sociais, que auxiliem na busca pela verdade e pela formação crítica dos(as) jovens.

Nessa perspectiva, referendamos o jornal Mundo Jovem, que muito contribui para a formação, inclusive sobre essa temática, garantindo informações e senso crítico sobre os diversos aspectos da política e da participação juvenil. Um exemplo é a manifestação de Tábata Silveira, na edição 419 (agosto de 2011), ao falar sobre as lutas que o Movimento Estudantil trava diariamente nas escolas e universidades para efetivar uma ação educacional mais coerente com as culturas que devem dialogar nesses espaços. Participar politicamente é assumir com convicção a desafiante tarefa de projetar o mundo, de organizar coletivamente os sonhos de toda uma sociedade na busca do bem comum e da justiça social. Não dá mais para fingir não ver a massa excluída e marginalizada de nossa sociedade, ou mesmo fingir não ver nossos(as) jovens serem mortos(as) pelas mãos do racismo, do machismo, do abuso de poder, da miséria e da opressão.

Cabe a esta nova geração de militantes, jovens mulheres e homens, articular as lutas para que a organização popular aconteça com sucesso, resgatando a ética das relações, a solidariedade entre os povos, a seriedade e a esperança na transformação, valores fundamentais para qualquer ação política na busca da tão sonhada liberdade.

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